A RELATIVIDADE NA ECONOMIA

08 outubro. 2011

Só mesmo um gênio da humanidade como Albert Einstein para explicar a relatividade na economia mundial e extrair das explicações um sentido lógico para o comportamento dos agentes financeiros. Senão vejamos:

Como é que um país como a Grécia, cuja população total é menor que o número de desempregados nos Estados Unidos, e cujo PIB de US$ 340 bilhões representa menos de 2%           do grupo econômico ao qual pertence (países da zona do euro), pode representar tanto risco à economia mundial e causar tanto estrago pelo mundo afora, com o já vem acontecendo há meses, desestabilizando o sistema financeiro internacional, sem que os governos encontrem uma forma de solucionar o problema de uma vez por todas?

Como é que as agências de classificação de riscos, que se atribuíram o direito e a competência para estabelecer notas de classificação para empresas, bancos e até mesmo países, conseguiram convencer instituições no mundo inteiro a adotar cegamente suas classificações para decidirem como e onde aplicarem seus recursos financeiros?

Como é que essas mesmas agências, que desgraçadamente falharam em suas análises atribuindo notas máximas de garantia (AAA) a instituições que emprestavam dinheiro mediante juros até 10 vezes superiores às taxas praticadas no mercado e aceitando como garantia até a  4ª., 5ª.  e por vezes a 6ª.  hipoteca de um mesmo imóvel, levando o mundo à mais grave crise da história em 2008, agora se apregoam como arautos das advertências e elevam o tom para anunciar com estardalhaço, em sentido contrário ao que fizeram antes, o rebaixamento de suas notas de forma indiscriminada e inconseqüente?

Como é que se pode admitir que as instituições que seguiram a cartilha dessas agências, a rigor não possam mais aplicar seus recursos em títulos do governo americano, por exemplo, por que foram rebaixados e não ostentam mais o estatus AAA?

Respondendo essas questões os economistas de plantão alegam que tudo é uma questão de expectativas. Mas o certo é que as expectativas estão exacerbadamente pessimistas e seguindo rigorosamente a lei de Murphy, segundo a qual nada está tão ruim que não possa piorar.  Por isso é que eu acho que somente Einstein mesmo, do alto de sua genialidade, poderia explicar como é que pode.

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