Bolsas reduzem perdas

06 agosto. 2011

 Esta semana , especialmente na 5a. feira e na 6ª. feira A BOVESPA teve pregões com alta volatilidade. Na 5a. o índice teve a maior queda dos últimos 24 meses, num movimento contínuo de baixa e na 6a. a volatilidade imperou, com o Ibovespa variando entre a mínima de 51.152 pontos e a máxima de 53.866, ou seja mais de 7% de variação no intra-day, ora subindo, ora caindo. O fechamento foi positivo em 0,26%. Devido principalmente às perdas da 5a. feira a BOVESPA perdeu 10% na semana. O grande temor do mercado era de que a Itália e a Espanha  seguissem pelo mesmo caminho da Grécia, da Irlanda e de Portugal. A volatilidade desta 6a. feira acompanhou as noticias que chegavam da Europa, onde os lideres da Itália (Berlusconi), Espanha (Zapateiro) e França (Sarcozy), se mantiveram em contato o dia todo buscando tomar providências que pudessem acalmar os mercados. No final do dia o BCE entrou pesadamente no mercado comprando títulos da divida espanhola e italiana, a Itália anunciou que estará antecipando medidas previstas no novo plano de reformas econômicas e austeridade, inclusive com reforma da constituição italiana para incluir cláusulas com exigência de equilíbrio nas contas públicas. Os mercados, pelo menos hoje voltaram a se acalmar com Wall Street também fechando no azul. Isso é especialmente importante porque cessa a chamada de recursos para cobertura de margens em posições em aberto nos mercados futuros, o que exige que muitos investidores, sem recursos de caixa disponíveis, tenham que vender ações de suas carteiras a qualquer preço para cobrir essas margens. Isso acontece inclusive na Bovespa. À noite foi realizada uma conference call entre  Sarkozy, Angela Merkel (alemanha) e o presidente dos EUA, Obama, para tratarem desse assunto. Provavelmente deverá ser convocada uma reunião especial e urgente do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo) para por um fim aos ataques especulativos que vem sendo desenvolvidos contra a Espanha e a Itália.Assim os países da zona do euro acordaram acelerar as medidas do segundo resgate à Grécia e  flexibilizar da atuação do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), que poderá atuar para prevenir crises e intervir nos mercados secundários de dívida em circunstâncias excepcionais.
O comissário europeu de Assuntos Econômicos, Olli Rehn, deu uma entrevista coletiva em Bruxelas na qual apoiou a Espanha e Itália ao comentar que “não se justifica” o ataque que estão sofrendo nos mercados.Rehn pediu aos mercados uma trégua em seu “incompreensível” assédio à dívida espanhola e italiana e insistiu em que a Eurozona deve fechar seu “histórico”, mas complexo acordo anticrise em poucas semanas.

A semana que vem dirá se a crise foi realmente contornada.

Olhando para nossas empresas é difícil justificar as quedas ( a não ser pelas chamadas de margens), porque os resultados vem sendo divulgados informando lucros na maioria dos casos acima dos esperados. A maioria das grandes empresas está em situação de caixa bastante confortável, tanto que muitas delas estão aproveitando as quedas acentuadas dos preços de suas ações para recompra das mesmas com a finalidade de manutenção em tesouraria. Algumas como Vale e Souza Cruz têm também  pago dividendos adicionais usando o excesso de recursos em seus caixas.

 

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