BANCOS EUROPEUS SUPORTAM BEM O TESTE DE RESISTÊNCIA

15 julho. 2011

A Autoridade Bancária Européia (EBA sigla em inglês) divulgou o resultado do teste de resistência a que se submeteram  90 bancos europeus. Esse resultado permitirá aos investidores avaliarem se o sistema bancário da região tem capital suficiente para enfrentar crises. Essa divulgação deverá definir o desempenho dos mercados nas próximas semanas. Esse é o primeiro teste realizado nos bancos europeus após a avaliação preliminar realizada no ano passado e muito criticada por analistas por não tratar com seriedade os riscos de moratória da dívida pública de países europeus. Os analistas estimavam que dos 90 bancos, 20 deles não deveriam passar no teste e precisariam se capitalizar. Entretanto apenas 8 instituições não passaram por ele, o que, segundo a Autoridade Bancária Européia, deve gerar confiança nos mercados sobre a força do setor financeiro na Europa. Das oito instituições financeiras que não passaram nos testes, cinco são espanholas, duas gregas e uma austríaca. Espera-se que essa aprovação de 91%, muito mais do que previam os especialistas, sirva para tranqüilizar os investidores sobre o estado de saúde dos bancos europeus, ainda mais se for levado em conta que nesta edição dos testes os critérios de capital foram mais rigorosos. O presidente da EBA, Andrea Enria, assinalou em entrevista coletiva que, se não se tivesse permitido às entidades fortalecer sua posição financeira com vistas aos testes, em vez dessas oito teriam sido reprovadas vinte instituições. “A iniciativa atuou como incentivo para que os bancos tomassem medidas para melhorar sua faixa de capital de qualidade”, declarou. O objetivo dos testes de solvência ou de “estresse”, planejados para apresentar confiança nos mercados após o descalabro do sistema financeiro mundial em 2008, é avaliar a capacidade que os bancos e caixas têm para enfrentar um cenário adverso hipotético.
Os bancos reprovados deverão apresentar às autoridades reguladoras de seus países antes do próximo dia 15 de outubro um plano de capitalização (com restrições de dividendos, alienação de ativos ou aumentos de capital) para atingir as metas mínimas estabelecidas até o final do ano. Esse resultado, bem melhor do que o aguardado, poderá se refletir positivamente nos pregões das bolsas de valores nas próximas semanas.

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