O IBOVESPA RUMO AOS OITENTA MIL PONTOS

04 abril. 2011

Encerrado o primeiro trimestre de 2011, as análises, previsões e apostas começam a ser feitas para o segundo trimestre e o para o ano de 2011 como um todo.

Conforme comentei  em publicação anterior, o Ibovespa tem mostrado um desempenho linear há mais de um ano. Contudo, os últimos dias do trimestre já deram bons sinais de recuperação, com o rompimento do patamar de resistência de 68.200 pontos que tinha sido buscado por cinco vezes, sem sucesso.

A BOVESPA encerrou o primeiro trimestre de 2011 repetindo o cenário de valorização abaixo da média mundial, ocorrido no último quarto do ano anterior. Enquanto os índices norte-americanos S&P 500, Dow Jones e Nasdaq avançaram 5,42%, 6,41% e 4,83% desde o início de 2011, e o alemão DAX 30 subiu 1,84%, o Ibovespa recuou 1,04% de janeiro a março.

No final de 2010, a maioria dos analistas previram que a bolsa subiria entre 75 mil até despropositados 122 mil pontos (projeção feita em novembro por Ben Laidler, do JPMorgan), levando em conta uma alta dos fluxos estrangeiros e a remoção de fatores que pesaram sobre o índice em 2010, especialmente as eleições presidenciais, além de um cenário robusto para os fundamentos locais.  

As projeções otimistas não podiam, entretanto, prever uma série de conflitos e crises que marcaram o primeiro trimestre, já comentados em matérias anteriores.

 Mesmo no atual cenário conturbado, é possível acreditar que a meta de 80 mil pontos para o Ibovespa no final do ano é viável. Os problemas ocorridos externamente ainda podem ser equacionados no curto prazo. A reconstrução do Japão e a solução do conflito mais agudo na Líbia podem trazer alívio e ajudar na reversão das perdas. Embora, por enquanto o governo brasileiro tenha decidido não repassar o valor do aumento do preço do petróleo aos derivados, uma mudança de posicionamento poderia favorecer as companhias petrolíferas, especialmente a Petrobras. Por sua vez, a reconstrução no Japão impulsionaria siderúrgicas.

 O mês de abril iniciou com o Ibovespa avançando até quase os 70 mil pontos e o que é mais importante com a presença de investidores estrangeiros na ponta de compra. A agência de riscos Fitch acaba de elevar a nota de risco do Brasil, passando de BBB- para BBB. Sem duvida é uma questão de tempo que as duas outras grandes agências de risco melhorem também suas notas relativas ao Brasil. Este é o primeiro up-grade desde 2008, quando o país alcançou o grau de investimento. Aparentemente o Ibovespa está iniciando uma recuperação que pode se materializar neste segundo trimestre e muitos analistas apostam que o rompimento da média histórica de 73.900 pontos ocorrerá ainda neste semestre, abrindo caminho para a superação dos 80 mil pontos ao final do ano. Eu também acredito que isso seja possível.

 

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