VALE S.A. – SEUS ESTÓICOS ADMINISTRADORES E ACIONISTAS E A SANHA GOVERNAMENTAL

25 março. 2011

 É inacreditável o que se tem visto no ambiente da Vale S/A, uma das maiores empresas brasileiras,  responsável por dezenas de milhares de empregos e por polpudas divisas provenientes de suas exportações. De uma empresa medíocre, enquanto pública, tornou-se um expoente mundial após a privatização. Permanece, entretanto, o mal estar causado pela contínua pressão do governo, em relação à troca do presidente da Vale. A pressão é tamanha que parece inevitável a saída de Roger Agnelli, o que provoca certo desconforto entre os investidores porque não se sabe quem será seu sucessor. Como se sabe Roger é um executivo de carreira do Bradesco, que foi indicado pelo banco para a presidência da Vale há mais de 10 anos. Sob sua condução, após a privatização, a Vale teve um  crescimento espetacular, tanto operacionalmente quanto na geração de lucros. A Vale ainda internacionalizou-se com a compra das empresas de níquel no Canadá e deu importantes passos para se tornar um player mundial no setor de fertilizantes. Roger ficou atravessado na garganta de Lula e do PT como um todo, por não se submeter aos anseios políticos do partido. A pressão foi tão forte que a Comissão de Fiscalização e Controle Financeiro, da Câmara dos Deputados, solicitou a presença do Ministro da Fazenda para prestar esclarecimentos sobre o assunto.

Como destacou a Revista Exame, as manobras que estão sendo realizadas pelo governo para a retirada de Roger Agnelli da presidência da Vale  violam princípios básicos de governança e de transparência. O governo não pode utilizar expedientes escusos para tomar o controle de uma empresa privada, só porque possui participação acionária expressiva.
A intervenção, nesse caso, é abusiva, já que desconsidera totalmente a opinião dos funcionários, acionistas minoritários e fornecedores, maiores interessados no bom funcionamento da empresa. Essa manobra, de cunho político, busca aumentar a influência do governo dentro da empresa, para, possivelmente, ocupar cargos de interesse do governo, contratar empresas próximas ao governo e, até mesmo, aumentar a influência do governo nos meios de comunicação. Isso, além de prejudicar os grupos citados, ainda coloca em risco a imagem do país.
 
Aparentemente, pelo que se tem notícia, o Bradesco (líder dos acionistas controladores) concordou com a saída de seu executivo desde que o substituto venha dos próprios quadros da Vale, tenha um perfil técnico e nenhuma vinculação política. Se isso se concretizar os investidores tenderão  a voltar a olhar com bons olhos a empresa, pois estarão afastadas, pelo menos no curto prazo, hipóteses de ingerências políticas na sua administração.

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2 Respostas to “VALE S.A. – SEUS ESTÓICOS ADMINISTRADORES E ACIONISTAS E A SANHA GOVERNAMENTAL”

  1. Luciana Says:

    Obrigada por nos posicionar de forma tão clara e didática qto a esses temas que, apesar de não fazerem parte do meu dia a dia, influenciam diretamente minha vida! Um gde bj


  2. Obrigado pr seus comentarios Luciana. Que bom que voce aproveitou.


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